Desmatamento avança na Amazônia

No mês de maio, o desmatamento da região Amazônica foi considerado recorde para o mês de maio, segundo o Observatório Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e atingiu uma área equivalente a dois campos de futebol por minuto. A devastação chega 739 km² de floresta no chão, contra os 550 km² registrados no no mesmo período do ano passado, apresentando um aumento de 34%.

A causa apresentada pelos especialistas é a expansão de projetos de infraestrutura, abertura de estradas e construção de usinas hidrelétricas. Nessa corrida injusta contra o meio ambiente, o estado do Pará foi o que mais desmatou, seguido. 

Outros fatores que ajuda a aumentar o grau do desmatamento na Amazônia são as constantes mudanças na legislação ambiental promovidas pelos países que deveriam proteger a Amazônia. Ao todo, ocorreram 115 alterações legislativas entre 1961 e 2017. Desse total, 66 mudanças foram feitas no Brasil, o que corresponde a delas (61%). O agravante é que dos 18 milhões de hectares da Amazônia que deveriam ser conservados, 11 milhões de hectares que estão no território brasileiro foram afetados.

Entre as alterações que prejudicaram a conservação da Amazônia estão atos legislativos que diminuíram a área de preservação delimitada e  ampliaram a área de liberada para o uso do solo; ou que, retiraram o status de proteção de áreas protegidas. Isso ocorreu em 78 países ao longo de mais de um século e o Brasil é um dos países que lideram os índices de alterações aplicadas na na legislação ambiental.

Como o Brasil procedem dessa maneiram os países como Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. 

O estudo “The uncertain future of protected lands and waters” (“O futuro incerto das terras e águas protegidas”) foi feito por pesquisadores da ONG Conservação Internacional.

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