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Operação Erga Omnes expõe infiltração do crime organizado no serviço público.

Polícia Civil do Amazonas identifica movimentação de R$ 70 milhões e cumpre mandados contra servidores e empresários ligados ao tráfico

Operação Erga Omnes expõe infiltração do crime organizado no serviço público.
Operação Erga Omnes expõe infiltração do crime organizado no serviço público. (Foto: Reprodução)

Manaus – A Polícia Civil do Amazonas deflagrou nesta sexta-feira (20) a operação Erga Omnes, que revelou a presença do crime organizado em diferentes esferas do poder público.

Segundo o delegado Marcelo Martins, do 24º DIP, relatórios do Coaf apontaram movimentações financeiras superiores a R$ 70 milhões nos últimos quatro anos, envolvendo servidores suspeitos de colaborar com facções criminosas.  


As investigações indicam que agentes públicos forneciam informações sigilosas, abriam espaço para atuação em órgãos da administração e davam suporte logístico às atividades ilícitas. Foram expedidos 24 mandados de prisão, dos quais 13 já foram cumpridos, além de ordens de busca e apreensão e sequestro de veículos e valores ligados a empresas fantasmas utilizadas para lavar dinheiro do tráfico.


Pelo menos 11 investigados seguem foragidos distribuídos entre Amazonas, Pará, Piauí, Ceará, Maranhão e São Paulo.  
O líder do grupo, Alan Kleber, conseguiu escapar em São Paulo durante a madrugada, mas sua esposa foi presa pela Polícia Civil paulista.

Em interceptações telefônicas, Kleber afirmava não temer a prisão porque “pagava todo mundo de todas as esferas” e chegou a esconder drogas em um templo religioso para disfarçar as operações.  

Alvos da operação


Entre os investigados estão servidores e ex-assessores parlamentares, além de policiais militares e civis. A lista inclui:  


- Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas

- Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete da Assembleia Legislativa

- Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil e ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Manaus

- Alcir Queiroga Teixeira Júnior – citado por movimentações financeiras suspeitas

- Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar

- Osimar Vieira Nascimento – policial militar

- Bruno Renato Gatinho Araújo – investigado por participação no esquema

- Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara


Estrutura criminosa

De acordo com a Polícia Civil, o grupo adquiria drogas em Tabatinga e distribuía para outros estados utilizando empresas de logística fictícias. Essas companhias não tinham atividade compatível com o declarado, mas mantinham negociações financeiras com servidores públicos. Há indícios de lavagem de dinheiro e de intercâmbio financeiro com agentes em cargos estratégicos.  
A corporação reforçou que, até o momento, **não há políticos com foro privilegiado entre os alvos**, mas será apurado se parlamentares tinham conhecimento da atuação de seus assessores. Para os investigadores, a infiltração do crime organizado no serviço público representa um “câncer social” que precisa ser combatido para impedir o avanço das facções nas estruturas estatais.  

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